Quase 200 alunos de escola particular mergulham NA DANÇA! africana

Uma viagem à África conduzida pela dança e por uma onda de alunos preenchendo, com movimentos e ritmo, o ginásio esportivo de uma escola em São Paulo.

À convite da professora Mildred Sotero, o dançarino e poeta angolano Ermi Panzo se encontrou com os alunos do Colégio Santa Cruz para falar sobre a África, sua cultura, seus sons marcados pela percussão e suas danças cheias de significados.

Em três aulas de 1:40 hora de duração, com 60 alunos cada, Ermi, acompanhado por três músicos, levou 180 alunos na faixa dos 12 anos a descobrirem, explorarem e integrarem novos conteúdos em seus corpos, NA DANÇA!

NA DANÇA! transforma rotina de EMEI na periferia da cidade

No fundão do Jardim Ângela, extremo sul da cidade de São Paulo, a EMEI Chácara Sonho Azul promove encontros, descobertas e atividades transformadoras. Como NA DANÇA!

Em parceria com o projeto socioeducativo, foi dada a partida de mais uma viagem em busca de antigas origens e novos destinos com o artista-educador Ermi Panzo, de Angola.

O trabalho envolveu formação de professores, com dinâmicas provocadas por Ermi sobre o tema do impacto educativo das narrativas africanas e afro-brasileiras.

A África dentro da escola e NA DANÇA!

Tema sugerido pela Unesco às escolas, a África é um dos conteúdos trabalhados em sala de aula pelos alunos do Colégio Magno/Mágico de Oz.

Colocando mais tempero nesse caldeirão de culturas, o dançarino Ibrahima Sarr e o grupo de percussionistas do Senegal que o acompanha se apresentaram e tocaram juntos com os participantes da orquestra da escola.

Além disso, é claro, colocaram o público NA DANÇA! A atividade foi realizada em outubro de 2018 e, como desdobramento, está sendo planejada um roda de conversas sobre o tema para o ano letivo de 2019.

Em oito aulas, alunos de escola paulistana mergulham NA DANÇA!

Pré-adolescentes na faixa etária de 12 anos puderem ter uma experiência prolongada com as danças do mundo na Unidade II da escola Carlitos, em São Paulo.

Foram oito encontros emocionantes entre os alunos da escola e os dançarinos Mohammad Al Jamal (Líbano) e Ibrahima Sarr (Senegal), acompanhados de seus músicos.

A programação foi realizada no segundo semestre de 2018, com quatro aulas de 50 minutos com Mohammad, seguidas de uma apresentação do trabalho desenvolvido, mais quatro aulas com Ibrahima, também finalizadas por uma apresentação, tudo acompanhado de música ao vivo.

Montagem de apresentação de alunos ensina solidariedade NA DANÇA!

A preparação de uma apresentação de danças de diversos países, um projeto da Unidade I da Escola Carlitos com o NA DANÇA!, ampliou conteúdos, trabalhou de forma lúdica aspectos do desenvolvimento, como organização espacial e lateralidade, e tocou em áreas transversais, como solidariedade e comprometimento.

Coordenado por Betty Gervitz, o trabalho foi desenvolvido durante três meses, no segundo semestre de 2018, e envolveu professores de sala e de educação física.

As atividades foram realizadas junto com Sonia Galvão (ensaiadora) e o músico Gabriel Levy, e culminaram na apresentação de danças da França, da Espanha, de Portugal, de Israel, da Índia e do Brasil por crianças de sete anos da escola particular paulistana.

Conheça o projeto socioeducativo NA DANÇA! na escola

NA DANÇA! na escola é um projeto que tem por objetivo introduzir as danças do mundo na educação e inserir os artistas chegados nos recentes ciclos migratórios no circuito sociocultural do país que os acolheu.

Em tempos em que reconhecer e conviver com a diversidade multicultural de indivíduos e grupos torna-se desafio cotidiano, o NA DANÇA! na escola propõe, a partir de vivências e trocas junto a  profissionais de origens variadas, um mergulho na riqueza dessa diversidade por meio de danças, músicas e histórias. Voltado para crianças e jovens de diferentes faixas etárias, o projeto abre possibilidades para o desenvolvimento físico, emocional, sociocultural e para motivar diversidade de expressões, aprendizagens e novos conhecimentos.

A partir de uma pesquisa com organizações que acolhem imigrantes e refugiados, foi criada uma rede de contatos que permite identificar entre esses imigrantes os artistas ligados à dança com possibilidades pedagógicas para o trabalho nas escolas.

Os que têm interesse em participar iniciam um processo com a criadora do NA DANÇA!,  a educadora e bailarina Betty Gervitz para aperfeiçoamento e adequação de suas ferramentas para as escolas brasileiras e montagem de aulas e apresentações para o público paulistano.

Iniciado em 2018, o programa já levou a dez instituições do ensino de São Paulo as danças e as histórias de Angola, do Egito, do Líbano e de Moçambique, por meio desses artistas imigrantes.

Nas seis escolas públicas participantes do projeto-piloto, as atividades foram oferecidas gratuitamente pelo NA DANÇA!, que pagou com recursos próprios os cachês e as despesas com transporte dos dançarinos e músicos. A meta de 2019 é firmar parcerias com patrocinadores, para dar continuidade ao projeto.

Ao mesmo tempo, o NA DANÇA! continua em contato com as escolas particulares que têm demonstrado interesse em levar o programa para seus alunos e corpo docente.

Queremos colocar muito mais escolas NA DANÇA! e criar novos espaços para o reconhecimento das diferentes culturas do mundo e para a atuação desses artistas e professores imigrantes. E valorizar o trabalho coletivo, multicultural, democrático e não-competitivo que tornam a dança uma poderosa ferramenta socioeducativa.

Convidamos todas as escolas interessadas no projeto a entrarem em contato pelo email bettygervitz@gmail.com

Para conhecer mais um pouco do nosso trabalho, clique no nome das instituições de ensino que já entraram NA DANÇA! na escola

EE Prof. Mauro de Oliveira

Escola Apecatu

EMEI Dona Leopoldina

EMEF Desembargador Amorim Lima

EMEB Professora Janete Mally Betty Simões

Escola Carlitos – Unidade I

Escola Carlitos – Unidade II

Colégio Magno/Mágico de Oz

EMEI Chácara Sonho Azul

Colégio Santa Cruz

Alunos e professores de escola de São Bernardo fazem uma imersão NA DANÇA! e na cultura africana

Os mundos se encontram NA DANÇA!

Há tempos a EMEB Professora Janete Mally Betty Simões, em São Bernardo do Campos, desenvolve um trabalho sobre as matrizes da cultura brasileira.

A valorização das manifestações culturais africanas sempre fizeram parte do projeto pedagógico da escola, mas, no início do segundo semestre deste ano, a coordenadora Isabel Cristina Rodrigues quis fazer algo mais amplo.

Encontrou, na rede de contatos criada pela plataforma NA DANÇA! uma oportunidade para isso.

No dia 30 de julho, 120 alunos da quinta série se reuniram no pátio da escola para aprender com o angolano Ermi Panzo danças de sua terra.

Ermi é um dos professores-colaboradores da plataforma, que reúne artistas e professores imigrantes e promove uma troca cultural com os habitantes de cidade por meio da dança e da música.

Entre suas várias ações, NA DANÇA! tem realizado atividades em escolas públicas da grande São Paulo.

Na escola Janete Mally, o trabalho começou com os alunos na faixa dos 11 anos. “Eles adoraram. Pena que durou pouco, as crianças queriam saber mais coisas sobre o Ermi”, diz Isabel.

Mas o trabalho não terminou ali. À noite, Ermi se reuniu com os professores da escola para falar sobre diversos aspectos da cultura angolana e bantu –tradição que expande fronteiras e se espalha por vários países africanos.

Ele falou, recitou e fez demonstrações por uma hora e meia. “E os professores não piscaram um olho”, conta Isabel.

A programação na escola de São Bernardo soma-se às ações socio-educacionais iniciadas em junho e já realizadas nas escolas de educação infantil Apecatu (Itapevi) e Dona Leopoldina (SP), na escola de educação fundamental Desembargador Amorim Lima e na Escola Estadual Prof. Mauro de Oliveira (ambas também em São Paulo). Os relatos e as imagens destas atividades estão reunidos nas postagens do NA DANÇA! NA ESCOLA.

Comunidade escolar festeja saberes e diversidade NA DANÇA!

Emocionada, Anna Cecília Koebcke de Magalhães Couto Simões, agradeceu aos “chegantes” –artistas e professores vindos de Angola, Moçambique, Líbano e Egito que vieram contar suas histórias e ensinar suas danças na EMEF Desembargador Amorim Lima, em São Paulo.

Supervisora de ensino e professora da escola, Anna usou a expressão para não reforçar o estigma que vem junto com a palavra refugiados, como foi dito, na apresentação da atividade, por Betty Gervitz, criadora da plataforma NA DANÇA!

Reunindo artistas que chegaram ao Brasil nos recentes ciclos migratórios, a plataforma cria novas redes e conexões entre estes bailarinos e professores e a população da cidade –artistas profissionais, amantes da dança, alunos de escolas públicas, programadores de dança.

A ida à Amorim Lima, uma das escolas públicas mais inovadoras de São Paulo, faz parte de um dos ramos da plataforma, ligado à educação e às comunidades escolares.

No sábado, 28/7, à tarde, alunos, professores e amigos da Amorim Lima se reuniram na quadra da escola para ouvir as histórias de vida de Ines Queme (Moçambique), Ermi Panzo (Angola), Mohammad Al Jamal (Líbano) e Hamada Nayel (Egito).

Eles falaram sobre a vida nas aldeias e as tradições seculares, as migrações para as cidades grandes e para outros países, a guerra e as apresentações profissionais em universidades e festivais internacionais.

Diversidades de histórias, reunidas NA DANÇA! E depois, vividas no corpo de adultos e crianças. Cada artista, ensinou e dançou com o público pequenas coreografias de danças tradicionais de seus países. Todo mundo, mesmo, entrou na roda.

“Eles são incríveis, fazem as pessoas pegarem fogo”, diz Ana Elisa Siqueira, diretora da Amorim Lima.

Um fogo que, ali, certamente vai continuar esquentando corações e mentes. Com todas as falas, incluindo uma poesia declamada por Ermi, registradas em vídeo por uma professora, a ideia agora é transformar em conteúdo de aulas a fagulha acesa NA DANÇA!

Em escola inovadora de educação infantil, comunidade vive ancestralidade cultural brasileira NA DANÇA!

A EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Dona Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, tem Conselho de Criança, Estações do Brincar, pedagogias alternativas e um projeto inovador de educação para crianças entre 4 e 5 anos e 11 meses.

Com esse projeto político-pedagógico, a escola ganhou, no ano passado, o Prêmio Desafio 2030 – Escolas Transformando o Nosso Mundo, dado às melhores iniciativas educacionais da cidade de São Paulo nos quatro níveis de ensino.

No encerramento do primeiro semestre deste ano, a EMEI Dona Leopoldina comemorou a Festa da Cultura Brasileira. Para prepará-la, é feito um trabalho com alunos e professores sobre as origens da cultura brasileira, conta Marcia Covelo Harmbach, diretora da escola.

A festa sempre envolve a comunidade escolar (alunos, pais, professores) e local. Neste ano, teve também visitantes de fora.

Eles chegaram de longe. A bailarina Ines Queme e o percussionista Otis Remane vieram de Moçambique. São alguns dos imigrantes vivendo atualmente em São Paulo que se juntaram à plataforma NA DANÇA!

Criada pela professora e bailarina Betty Gervitz, com coordenação musical de Gabriel Levy, a plataforma reúne artistas e professores imigrantes que chegaram à cidade para ensinarem no corpo, no movimento e no som, a arte e a cultura de seus países.

O encaixe entre os dois projetos (o da escola e o da plataforma) foi perfeito. Nada como relembrar as origens da cultura brasileira com a batida contagiante do tambor do músico Remane e os passos irrestíveis da bailarina Ines.

E nada como aprender no corpo, na arte, NA DANÇA!

“A primeira linguagem da criança é o corpo. Para a educação infantil, a dança é fantástica”, diz a diretora da escola, Marcia.

É também uma linguagem universal. Na Festa da Cultura Brasileira do Dona Leopoldina, crianças, funcionários, pais, amigos, gentes de todas as idades entraram de corpo e alma nas manifestações de nossa ancestralidade.

“Todos se envolveram, foi muito lindo ver todo mundo dançando”, afirma Marcia.