Conheça o projeto sócio-educativo da plataforma NA DANÇA!

NA DANÇA! começou com um festival em setembro do ano passado e, em 2018, virou uma plataforma –uma base ampla, horizontal, para lançamento de ideias, embarques e desembarques de pessoas, encontros.

Desse espaço de criação e reunião, foi lançada uma ideia: construir (NA DANÇA!) um projeto sócio-educacional que leva às escolas públicas os artistas que chegaram ao Brasil nos recentes ciclos migratórios.

O programa já levou à instituições do ensino (médio, fundamental e infantil) as danças e as histórias de Angola, do Egito, do Líbano e de Moçambique, por meio dos artistas imigrantes reunidos pela plataforma.

A maioria foram escolas da rede pública, mas representantes da rede particular, como o Colégio Santa Cruz e a Escola Carlitos, também puderam dançar a diversidade por meio das atividades propostas e organizadas pela plataforma.

A plataforma quer colocar muito mais escolas NA DANÇA! e criar novos espaços para o reconhecimento das diferentes culturas do mundo e para a atuação desses artistas e professores imigrantes. Nesta página do site, estão os relatos, depoimentos e imagens das atividades já realizadas. Nosso convite está aberto para todas as escolas que queiram participar do projeto.

Alunos e professores de escola de São Bernardo fazem uma imersão NA DANÇA! e na cultura africana

Os mundos se encontram NA DANÇA!

Há tempos a EMEB Professora Janete Mally Betty Simões, em São Bernardo do Campos, desenvolve um trabalho sobre as matrizes da cultura brasileira.

A valorização das manifestações culturais africanas sempre fizeram parte do projeto pedagógico da escola, mas, no início do segundo semestre deste ano, a coordenadora Isabel Cristina Rodrigues quis fazer algo mais amplo.

Encontrou, na rede de contatos criada pela plataforma NA DANÇA! uma oportunidade para isso.

No dia 30 de julho, 120 alunos da quinta série se reuniram no pátio da escola para aprender com o angolano Ermi Panzo danças de sua terra.

Ermi é um dos professores-colaboradores da plataforma, que reúne artistas e professores imigrantes e promove uma troca cultural com os habitantes de cidade por meio da dança e da música.

Entre suas várias ações, NA DANÇA! tem realizado atividades em escolas públicas da grande São Paulo.

Na escola Janete Mally, o trabalho começou com os alunos na faixa dos 11 anos. “Eles adoraram. Pena que durou pouco, as crianças queriam saber mais coisas sobre o Ermi”, diz Isabel.

Mas o trabalho não terminou ali. À noite, Ermi se reuniu com os professores da escola para falar sobre diversos aspectos da cultura angolana e bantu –tradição que expande fronteiras e se espalha por vários países africanos.

Ele falou, recitou e fez demonstrações por uma hora e meia. “E os professores não piscaram um olho”, conta Isabel.

A programação na escola de São Bernardo soma-se às ações socio-educacionais iniciadas em junho e já realizadas nas escolas de educação infantil Apecatu (Itapevi) e Dona Leopoldina (SP), na escola de educação fundamental Desembargador Amorim Lima e na Escola Estadual Prof. Mauro de Oliveira (ambas também em São Paulo). Os relatos e as imagens destas atividades estão reunidos nas postagens do NA DANÇA! NA ESCOLA.

Comunidade escolar festeja saberes e diversidade NA DANÇA!

Emocionada, Anna Cecília Koebcke de Magalhães Couto Simões, agradeceu aos “chegantes” –artistas e professores vindos de Angola, Moçambique, Líbano e Egito que vieram contar suas histórias e ensinar suas danças na EMEF Desembargador Amorim Lima, em São Paulo.

Supervisora de ensino e professora da escola, Anna usou a expressão para não reforçar o estigma que vem junto com a palavra refugiados, como foi dito, na apresentação da atividade, por Betty Gervitz, criadora da plataforma NA DANÇA!

Reunindo artistas que chegaram ao Brasil nos recentes ciclos migratórios, a plataforma cria novas redes e conexões entre estes bailarinos e professores e a população da cidade –artistas profissionais, amantes da dança, alunos de escolas públicas, programadores de dança.

A ida à Amorim Lima, uma das escolas públicas mais inovadoras de São Paulo, faz parte de um dos ramos da plataforma, ligado à educação e às comunidades escolares.

No sábado, 28/7, à tarde, alunos, professores e amigos da Amorim Lima se reuniram na quadra da escola para ouvir as histórias de vida de Ines Queme (Moçambique), Ermi Panzo (Angola), Mohammad Al Jamal (Líbano) e Hamada Nayel (Egito).

Eles falaram sobre a vida nas aldeias e as tradições seculares, as migrações para as cidades grandes e para outros países, a guerra e as apresentações profissionais em universidades e festivais internacionais.

Diversidades de histórias, reunidas NA DANÇA! E depois, vividas no corpo de adultos e crianças. Cada artista, ensinou e dançou com o público pequenas coreografias de danças tradicionais de seus países. Todo mundo, mesmo, entrou na roda.

“Eles são incríveis, fazem as pessoas pegarem fogo”, diz Ana Elisa Siqueira, diretora da Amorim Lima.

Um fogo que, ali, certamente vai continuar esquentando corações e mentes. Com todas as falas, incluindo uma poesia declamada por Ermi, registradas em vídeo por uma professora, a ideia agora é transformar em conteúdo de aulas a fagulha acesa NA DANÇA!

Em escola inovadora de educação infantil, comunidade vive ancestralidade cultural brasileira NA DANÇA!

A EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Dona Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, tem Conselho de Criança, Estações do Brincar, pedagogias alternativas e um projeto inovador de educação para crianças entre 4 e 5 anos e 11 meses.

Com esse projeto político-pedagógico, a escola ganhou, no ano passado, o Prêmio Desafio 2030 – Escolas Transformando o Nosso Mundo, dado às melhores iniciativas educacionais da cidade de São Paulo nos quatro níveis de ensino.

No encerramento do primeiro semestre deste ano, a EMEI Dona Leopoldina comemorou a Festa da Cultura Brasileira. Para prepará-la, é feito um trabalho com alunos e professores sobre as origens da cultura brasileira, conta Marcia Covelo Harmbach, diretora da escola.

A festa sempre envolve a comunidade escolar (alunos, pais, professores) e local. Neste ano, teve também visitantes de fora.

Eles chegaram de longe. A bailarina Ines Queme e o percussionista Otis Remane vieram de Moçambique. São alguns dos imigrantes vivendo atualmente em São Paulo que se juntaram à plataforma NA DANÇA!

Criada pela professora e bailarina Betty Gervitz, com coordenação musical de Gabriel Levy, a plataforma reúne artistas e professores imigrantes que chegaram à cidade para ensinarem no corpo, no movimento e no som, a arte e a cultura de seus países.

O encaixe entre os dois projetos (o da escola e o da plataforma) foi perfeito. Nada como relembrar as origens da cultura brasileira com a batida contagiante do tambor do músico Remane e os passos irrestíveis da bailarina Ines.

E nada como aprender no corpo, na arte, NA DANÇA!

“A primeira linguagem da criança é o corpo. Para a educação infantil, a dança é fantástica”, diz a diretora da escola, Marcia.

É também uma linguagem universal. Na Festa da Cultura Brasileira do Dona Leopoldina, crianças, funcionários, pais, amigos, gentes de todas as idades entraram de corpo e alma nas manifestações de nossa ancestralidade.

“Todos se envolveram, foi muito lindo ver todo mundo dançando”, afirma Marcia.

EMEI Dona Leopoldina, Ines Queme e Otis Remane, Moçambique

EMEI Dona Leopoldina, troca e aprendizadoCom Ines Queme e Otis Remane, Moçambique

Publicado por NA DANÇA em Quarta-feira, 4 de julho de 2018

EMEI Dona Leopoldina, Ines Queme e Otis Remane, Moçambique

NA DANÇA!na escolaEMEI Dona LeopoldinaCom Ines Queme e Otis Remane

Publicado por NA DANÇA em Segunda, 2 de julho de 2018

Diretora da EMEI Dona Leopoldina, Marcia Covelo Harmbach, com Ines Queme e Otis Remane, Moçambique

O NA DANÇA!foi na EMEI Dona Leopoldina.Com vocês,as palavras da diretora, Marcia Covelo HarmbachCom Inês Queme, dançarina/professora e Otis Remane, músico, os dois de Moçambique

Publicado por NA DANÇA em Segunda, 2 de julho de 2018

Escola Apecatu

Escola APECATU O sentimento que fica#nadanca na escolaSaiba mais sobre esse projeto no site www.nadanca.art.br

Publicado por NA DANÇA em Segunda, 11 de junho de 2018

Escola Apecatu com Ermi Panzo e Gabriel Levy

Ermi Panzo,nosso querido angolano,enfeitiçando as crianças com sua energia brilhante!Escola APECATUE o que dizer de Gabriel Levy Gabo Levo?Só alegria!Saiba mais sobre esse projeto no www.nadanca.art.br

Publicado por NA DANÇA em Segunda, 11 de junho de 2018

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Escola Apecatu com Betty Gervitz, Ermi Panzo e Gabriel Levy

Vamo de parimpimpim!!!Escola APECATUSaiba mais sobre esse projeto no site www.nadanca.art.br

Publicado por NA DANÇA em Segunda, 11 de junho de 2018